A sua decisão pode salvar vidas: Entenda a realidade dos transplantes e a urgência da doação de órgãos no Brasil e MS
- ABREC associação
- 17 de set. de 2025
- 2 min de leitura

Em 2024, o Brasil superou a marca inédita de mais de 30 mil transplantes de órgãos e tecidos realizados em um ano . Mesmo assim, cerca de 78 mil pessoas permanecem na fila de espera da doação de órgãos, sendo a maioria delas em busca de um rim compatível: 42.838 pacientes aguardam por um transplante renal.
Embora o país seja referência mundial em doações de órgãos e transplantes — o segundo maior do mundo, atrás apenas dos EUA — a recusa familiar ainda representa um grande obstáculo. De acordo com o Ministério da Saúde, para cada 14 pessoas que manifestam o desejo de doar em vida, apenas quatro têm esse desejo honrado pela família.
Transplante de rim: urgência e esperança para quem necessita da doação de órgãos
O rim é o órgão mais demandado no Brasil. Além da alta necessidade, o tratamento atual — a diálise — consome tempo precioso dos pacientes, limitando suas vidas por sessões de até 4 horas, durante 3 vezes na semana. O transplante renal representa, portanto, uma nova chance de vida, mais liberdade e dignidade. Estudos mostram que doadores vivos não têm menor expectativa de vida após a doação — ou seja, doar é um gesto que não compromete o futuro de quem doa.
Realidade da doação de órgãos e transplante em Mato Grosso do Sul
No nosso estado, a fila de espera por doações de órgãos gira em torno de 585 pessoas, segundo dados de 2023. Embora isso represente um cenário menos crítico em números absolutos, o desafio da recusa familiar é ainda mais preocupante: MS registra uma das mais baixas taxas de autorização familiar do país — cerca de apenas 26%, bem abaixo da média nacional de 44%.
Isso significa que, mesmo quando há morte encefálica potencial para doação, quatro de cada cinco famílias acabam recusando a doação — muitas vezes por falta de diálogo, preparação ou mesmo desinformação.
Por que essa conscientização sobre doação de órgãos importa
A doação de órgãos depende da família: no Brasil, ninguém pode doar órgãos após a sua morte sem o consentimento dos familiares, mesmo que a pessoa tenha manifestado essa vontade em vida.
Vidas transformadas: cada doação de órgãos pode salvar até 8 vidas, ou ainda servir de esperança através de doação de tecidos.
O poder do diálogo para a doação de órgãos: conversar em família sobre o desejo de ser um doador de órgãos é o primeiro passo para honrar esse gesto de solidariedade.
Nesta campanha de Setembro Verde — “A sua decisão pode salvar vidas” — reforçamos que a solidariedade começa com uma atitude simples: manifestar e conversar sobre a doação de órgãos. Você pode não ser a pessoa que recebe, mas pode ser a porta de esperança, o alívio e o recomeço de alguém.
Doe esse ato de amor. Inspire essa mudança. Salve vidas.
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